Arrisco dizer que há uns 15 anos era comum encontrarmos na caixinha de correspondência uma carta escrita a mão de uma pessoa querida. Quem nunca explodiu de
alegria por ter a poderosa missão de abrir o envelope; ler e reler todos os trechos que foram escritos pensando em você e, como forma de carinho e gratidão, responder a pessoa com o mesmo afinco.

Tive a sorte de, mesmo com a internet e os e-mails – ainda sem as redes sociais – contemplar tamanha felicidade. Todos os meses eu aguardava ansiosa e recebia as mais belas cartas de amizade e amor escritas pelo meu amore Marcio. Ele sempre escrevia para mim e, claro, eu para ele. Um prazer indescritível! Ele realmente me conhece.
Hoje também arrisco dizer que já não existe esta forma de se

Atualmente, quem ainda não conhece as redes sociais, se corresponde por e-mail – ferramenta que, infelizmente, já começa a se extinguir para os mais jovens – ou mensagens de celulares. Mas não dá para fugir da realidade de que em poucas linhas é impossível dizer tudo.

Não existe mais o sentido de escrever para a pessoa “x”, contando que ela desfrutará das suas experiências e, principalmente, do tempo que você se dedicou para deixar registrado ao menos um pouquinho da sua história, seja em imagens, palavras escritas a mão, pela agilidade dos seus dedos nas telas dos celulares, tablets ou teclados do computador.
Responder então ficou ainda mais difícil para as pessoas ditas

O problema é que são poucos os que têm o esmero em respondê-los. Se antes responder era a forma de agradecer pelo tempo dedicado a ele, agora não há mais tempo ou coragem de fazer o mesmo. E assim perde-se o respeito, as histórias, as lembranças, os documentos, a agilidade em escrever, o conhecimento pela nossa Língua Portuguesa.

Dos amigos e familiares é sempre bom o anseio à espera pela arte de responder.